Por Eduardo Valverde*
Hoje eu proponho uma reflexão urgente para quem lidera operações, logística, compras e supply chain: o futuro da inteligência operacional já começou e ele será cada vez menos sobre dashboards e cada vez mais sobre decisões autônomas, dados confiáveis e governança real.
Não por acaso, esse será o centro da minha participação como palestrante na 22ª Maratona Supply Chain, que acontece nos dias 22 e 23 de abril, em São Paulo.
O primeiro ponto que vou levar ao palco é bem direto: estamos entrando na Era da Agentic AI. Você já deve ter observado que, até aqui, muitas empresas usaram IA para analisar cenários, recomendar ações e gerar insights.
O próximo passo, contudo, é mais profundo: sistemas capazes de executar tarefas, orquestrar fluxos e tomar decisões operacionais dentro de limites definidos. Isso muda completamente a lógica da operação.
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E essa transição já está em curso. De acordo com dados da McKinsey, 23% das organizações já estão escalando sistemas de Agentic AI em pelo menos uma função, e outras 39% estão experimentando esse modelo. Ou seja, não estamos falando de uma hipótese distante, mas de um movimento concreto.
Autonomia sem governança é risco disfarçado
Mas aqui está a provocação que considero mais importante: quem governa essa decisão? Qual seu modelo de adoção de I.A. para a sua organização? Quando a IA deixa de apenas sugerir e passa a influenciar a execução operacional, entram em cena temas como risco, rastreabilidade, explicabilidade,, responsabilidade e supervisão. Assim, penso que o futuro da operação não será apenas digital. Será autônomo, e autonomia sem governança é risco disfarçado de inovação…
O segundo ponto da minha fala será ainda mais crucial: sem governança de dados e modelos de I.A., não existe inteligência operacional.
Toda empresa quer falar de IA, mas…
Em minha experiência, tenho observado que, atualmente, toda empresa quer falar de IA, analytics e automação. Poucas, porém, estão fazendo o dever de casa sobre o ativo que sustenta tudo isso: dados confiáveis, integrados e governados. Quando os dados estão fragmentados, a operação perde contexto. E, quando perde contexto, começa a tomar decisões erradas em alta velocidade.
Um estudo recente da Cloudera com a Harvard Business Review Analytic Services revela um dado que deveria acender um alerta em qualquer liderança: apenas 7% das empresas dizem que seus dados estão completamente prontos para adoção de IA. Ao mesmo tempo, 73% afirmam que deveriam priorizar mais a qualidade dos dados.
Sua empresa domina os próprios dados?
É exatamente aí que muitas organizações travam. O problema não é a IA. O problema é que muitas empresas ainda não têm domínio sobre seus próprios dados.
Para resumir essa discussão, preparei a tabela abaixo que demonstra como eu enxergo o cenário atual:
| Tema | O que está acontecendo | O risco para a empresa | O que precisa ser feito |
| Agentic AI | Sistemas começam a decidir e agir | Decisões sem controle e sem rastreabilidade | Criar governança, limites e supervisão |
| Dados | Bases fragmentadas e baixa qualidade | Erros operacionais e indicadores distorcidos | Estruturar governança de dados e integração |
| Operação | Pressão por eficiência e velocidade | Automatizar o caos | Construir fundação digital antes de escalar |
Na Maratona Supply Chain, minha proposta será justamente conectar esses três níveis:
- O futuro aspiracional;
- A realidade de maturidade da maioria das empresas e;
- Os caminhos concretos para mudar esse cenário.
Porque a verdade é simples: não basta querer usar IA. É preciso preparar a empresa para que ela gere valor real, com segurança, escala e impacto na operação.
Descubra seu escore de maturidade digital
Se esse tema também é prioridade para sua organização, deixo aqui um convite objetivo: faça o Assessment de Maturidade Digital da Digisystem e entenda, com clareza, em que estágio sua empresa está e o que precisa evoluir para transformar dados, tecnologia e IA em vantagem operacional.
Faça o assessment agora mesmo, gratuitamente, e descubra o que pode estar impedindo seus projetos de deixar o campo da possibilidade e ganhar aplicação real:
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Ah, e se você estiver em São Paulo nos dias 22 e 23 de abril, visite o nosso estande no Centro de Convenções Frei Caneca, tome um café com o nosso time comercial e aproveite para identificar oportunidades reais de evolução digital para a sua organização. Te espero lá!
*Eduardo Valverde é CEO da Digisystem e será palestrante durante a 22ª Maratona Supply Chain.
